Palavras do Nosso Blog: inovação

“O Importante é o que se leva na cabeça!”

Somos capazes de criar uma serie de inibições à inovação. As convenções sociais e as crenças são filtros freqüentes que nos afastam de pessoas, idéias e possibilidades transformadoras.
Um senhor que estudou e experimentou outras fontes de vida longe de sua cidade natal, voltou a morar nela. Inconformado com a situação da gestão política local resolveu entrar em campanha a prefeito motivado por amigos. Longe de sua cidade ele adquiriu hábitos diferentes, gostava de calçar sandálias e não vestia facilmente roupas formais. O que parecia uma pequena aventura, a sua candidatura ganhou força e já ameaçava o constante vai e vem no poder dos mesmos adversários locais. Esses, irritados e com medo, passaram a tentar difamar o novo candidato. Num comício um senhor do grupo político da situação gritou uma pergunta:
- “Candidato, se o senhor vencer as eleições, como vai representar nosso município nas reuniões com o governador? Vai de sandálias?”.
Era uma sinuca de bico. Se respondesse que sim, poderia ser interpretado como alguém que desrespeitaria a imagem do município perante as autoridades estaduais. Se respondesse que não, passaria por alguém falso, que muda a casaca facilmente. O jovem candidato foi rápido e saiu com uma resposta nada convencional. Perguntou o nome do participante, agradeceu a pergunta e disse carinhosamente: – “Meu amigo, nessa hora tão importante para o futuro do município, se eu fosse o senhor, não me preocuparia com o que uso nos pés, porque o importante é o que se leva dentro da cabeça”. O jovem ganhou as eleições e ainda é lembrado como um dos melhores prefeitos que a cidade já teve.
Uma lição desse episódio para inovação é transparente e direta: quantas vezes podemos excluir uma idéia inovadora, porque ela parte de alguém considerado de fora das nossas convenções? Não excluímos facilmente as pessoas?
Muitas vezes, até gostamos de uma pessoa. Achamos que faz sentido o que nos diz ou tenta dizer. Contudo, basta algum líder mais tradicional chamar a atenção por um julgamento de exclusão e rapidamente corremos o risco de julgarmos sem pensar, sem sentir e sem querer. Em pouco tempo as barreiras estão levantadas. Perdemos as conexões com nosso feeling e já descartamos as propostas de inovação que estavam colocadas, porque quem as colocou não se ajusta aos aspectos externos do nosso julgamento.
Nossas mentes produzem pensamentos e estes são formas de energias. Tanto podemos ser capazes de sintonizar ou tirar da sintonia das propostas de transformação e inovação que desejamos. Afinal desejos não bastam tão pouco a boa intenção.

Avatar, inovação e novas tecnologias

Inovar não significa recusar nossas conexões com os ancestrais, com as tradições que nos aperfeiçoam como humanos e profissionais. Impor fazer o novo por si não transforma grupos em equipes produtivas e criadoras. Facilitadores são auxiliares nesses processos.
Indaguei a um gerente, numa reunião de trabalho, se tinha visto o filme Avatar. Respondeu que não, mas que sua esposa e filha o assistiram. Ao seu lado, perguntei o mesmo à sua equipe com duas mulheres: sem exceção, elas tinham assistido ao filme duas vezes nos cinemas e relataram a emoção que sentiram. Não vacilei em recomendar ao gerente que o visse o quanto antes, se quisesse entender melhor o universo humano com o qual estava vivendo na sua vida pessoal e profissional.
As mídias veicularam muitas opiniões sobre este grande sucesso das bilheterias do cinema dos últimos tempos. Principais destaques são dados aos efeitos especiais, às novas tecnologias de 3D e às propostas de inovações futuristas dos armamentos e da promoção da vida bioquímica ligada ao avanço da informática: desenvolvendo o próprio avatar.
O enredo levanta, contudo, questionamentos sutis ao comportamento da humanidade. No filme, o povo que domina uma conexão essencial com a natureza e com a espiritualidade, domina, por sua vez, conhecimentos sobre energias e materiais que a ciência convencional ainda estaria longe de desvendar. Talvez, devido a esta forma de conhecimento estar muito presa ao seu modo de ver a objetividade e o método, além de como julga o que é tradicional e arcaico.
Com um pouco do Brasil colônia que ainda carregamos dentro de nós, cultivamos um preconceito de que substituir as fachadas velhas por mais modernas e recusar qualquer apelo ao tradicional é que estaremos inovando. “Indo ao primeiro mundo”, como se diz muito por aí. O fato de a Europa, o Japão e outros países asiáticos serem considerados de ponta na criação de inovações não é sinônimo de que suas sociedades recusem seus conhecimentos ancestrais, suas tradições e seus saberes essenciais.
A inovação sem valores humanos essenciais que a sustente e sem uma conexão com o respeito à natureza e aos serviços ambientais que nos presta é uma inovação sem futuro. A energia feminina que coloca nosso olhar bem lá na frente é fonte para inovação com sustentabilidade, como nos provoca o filme Avatar. Que tal nossas equipes de criação aprenderem a desenvolver olhares diversos para perceberem melhor a funcionalidade, os alcances e os impactos do que estão criando?

Marcos Ortiz
marcosortiz@facilitadordegrupos.com.br
www.facilitadordegrupos.com.br

Ambientes Criativos

facilitador387Ambientes criativos são formados por grupos de profissionais que precisam trabalhar em equipe e criar juntos.

As equipes precisam:

  1. Olhar as coisas de um modo diferente e percebê-las de maneiras não usuais, superando enquadramentos,  julgamentos e inibições de visões inovadoras.
  2. Vencer o medo e ousar a expressar suas percepções e visões diferenciadas sem estar preocupado em colocar-se me situação de ridículo ou vexame no meio do grupo.
  3. Desenvolver habilidades sociais de modo a convencer os participantes da equipe das possibilidades da inovação proposta.

Assim, se sua equipe precisa dar saltos qualitativos na produção de inovações, mas alguma questão no processo social está inibindo a melhor performance, pode ser a hora em que uma ajuda externa pontual ou por um prazo determinado.

Com instrumentos e ferramentas que podem ser adaptadas sob medida para o desenvolvimento da sua equipe, promovemos oficinas, ações compartilhadas e coaching para a facilitação do desenvolvimento de ambientes criativos e inovadores.

Vença o desafio da criação compartilhada e inter disciplinar.

Themocracy Pryzant Design